REPORTAGEM DO ESTADÃO

Casa de apostas quer patrocinar o Palmeiras e dominar o futebol brasileiro

Darwin Filho, CEO da Esportes da Sorte
05-02-2024
Tempo de leitura 2:44 min

Reportagem do Estadão deste domingo evidencia os grandes investimentos da Apostas da Sorte no futebol brasileiro, e como a empresa está se tornando unipresente no mercado da bola.

"Depois de garantir ao Bahia o maior acordo de patrocínio da história do clube - R$ 57 milhões por três anos - bancar parte dos gastos referentes ao uruguaio Luis Suárez no período em que ele ficou no Grêmio, e firmar contrato com 10 times brasileiros no ano passado, a casa de apostas Esportes da Sorte faz planos de estampar sua marca no Palmeiras", escreve a reportagem.

A empresa já é parceira do clube paulista, mas o contrato com vigência até o fim do ano dá direito à exibição da marca no time feminino, além de placas de publicidade, LEDs e backdrops no Allianz Parque. A plataforma de apostas pagou cerca de R$ 20 milhões para se tornar patrocinadora máster da camisa feminina do Palmeiras. Nos próximos meses, o desejo da companhia é de participar da concorrência pelos espaços na camisa do time masculino que a presidente Leila Pereira prometeu abrir.

Hoje, o site patrocina três times da Série A: Athletico-PRBahia Grêmio. O grupo está disposto a aparecer na camisa do Palmeiras porque é um “clube ligado ao sucesso e às vitórias”, justifica Darwin Filho, CEO do Esportes da Sorte.

Sem reajuste ou correção desde o início de 2019, o contrato com Crefisa e FAM rende ao Palmeiras R$ 81 milhões anualmente, valor que gera contestação entre torcedores e conselheiros da oposição, principalmente porque rivais, como Corinthians e Flamengo, conseguiram acordos melhores recentemente. Darwin evita especular valores, mas sua ideia é, caso vença a concorrência, pagar ao Palmeiras mais do que oferece aos outros times que a casa de apostas patrocina.

“Não é tabu nenhum falar porque a gente entende a importância de cada um desses times. Hoje, o Palmeiras é top 3 do Brasil em patrocínio. Seriam valores superiores em relação ao que a gente paga hoje”, admite o executivo. “Acredito que a gente consegue, sim, ter algo competitivo e que faça jus à grandeza do Palmeiras”.


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Regulamentação das apostas

Recentemente, o governo criou uma secretaria para fiscalização de apostas esportivas e jogos online. A Secretaria de Prêmios e Apostas será responsável pela regulamentação do mercado de quota fixa e pelas loterias e promoções comerciais.

Darwin tem o entendimento de que a legislação vai maximizar oportunidades de emprego, a possibilidade de trazer mais credibilidade ao setor. A companhia diz defender a ideia do jogo como uma forma de entretenimento.

É consenso entre especialistas e quem opera no setor que, com o mercado regulado, cairá o número de casas de apostas, dando início a um processo antagônico à explosão de bets no futebol sem regras claras para o setor. “Certamente o número irá diminuir. Isso acaba sendo bom para o consumidor porque realmente ele vai estar ali junto a menos marcas, porém marcas mais confiáveis”.

Seu pensamento, porém, é de que não haverá debandada das companhias que injetaram dinheiros em clubes da elite do futebol brasileiro e estampas suas marcas nas camisas dos principais times do País.

“Acho que boa parte das empresas que hoje estão nos clubes, principalmente os da série. A, são empresas que vejo permanecendo no mercado regulado”, diz. “A gente vai ter sim alguns movimentações, pincipalmente ali nos clubes da série B e C, mas acredito que ainda há o apetite do mercado dos que vão ficar para absorver essas propriedades que vão sobrar dessas casas não entrarão na regulamentação”.


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O diretor do Esportes da Sorte entende que os valores com publicidade também serão reduzidos. Mas crê que, antes disso, os investimentos serão impulsionados e as cifras pagas pelas empresas aos clubes ainda vão alcançar o teto.

“Acredito que nesse primeiro momento pré-regulatório, no começo da regulamentação, talvez o preço se estabeleça ou pode até subir um pouco. Mas acredito que tão logo ali a gente chegue à maturidade da regulamentação esses preços vão começar a cair pela leila natural do mercado”, avalia o empresário.

 

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