O Sindicato dos Bancários da Bahia (SBBA) se posicionou de forma contrária a uma possível privatização das loterias da Caixa a partir da transferência da gestão lotérica para a subsidiária Caixa Loterias. Em nota publicada no site oficial, a entidade afirma que a medida causaria danos à soberania nacional.
“A privatização disfarçada é um método que consiste na transferência das operações para uma subsidiária para depois privatizar a empresa. O pior é que a criação e venda de subsidiárias não precisa de aprovação no Congresso Nacional”, afirma o SBBA.
A visão do sindicato é que, com a privatização, a execução de políticas públicas ficaria comprometida, “uma vez que cerca de 40% da arrecadação das loterias são repassados a áreas como educação, saúde, seguridade, cultura e segurança pública. Somente no ano passado, o recurso foi de mais de R$ 9 bilhões”.
Augusto Vasconcelos (imagem: CTB)
Presidente do SBBA e vereador pelo PCdoB em Salvador, Augusto Vasconcelos fez um pronunciamento sobre o assunto na Câmara Municipal durante sessão na última segunda-feira, 25 de março.
“Defendemos uma Caixa 100% pública, que assegure que os lucros obtidos por esse banco, que oferece serviços relevantes ao país, seja retornado ao conjunto da sociedade, como acontece atualmente com as Loterias da empresa. Uma área em que não há acusação de fraude, prestam um serviço de excelência, não há questionamento sobre resultados. A quem interessa privatizar este segmento do banco?”, questionou Vasconcelos, segundo o site Games Magazine Brasil.
O sindicato afirma ainda que uma audiência sobre o tema deve ser realizada na Câmara dos Deputados na quarta-feira, dia 3 de abril, por solicitação dos deputados Erika Kokay (PT-DF) e Tadeu Veneri (PT-PR).
Outras entidades também já se manifestaram contra a ideia de privatização. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), por exemplo, protocolou um pedido de suspensão da discussão interna que ocorre no Governo Federal, como relatado pelo Games Magazine Brasil.