A H2 Gambling Capital, empresa de dados de mercado, inteligência e consultoria para a indústria de jogos de azar, atualizou suas previsões para o mercado brasileiro de iGaming com base na lista de operadores licenciados pela Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), informa o BNLData.
Segundo a empresa, em 2024 a Betano ultrapassou a bet365, líder de mercado de longo prazo, com os dois operadores respondendo por quase 40% de todo o Gross Gaming Revenue (GGR) de jogos do mercado entre eles.
Dos 69 operadores que possuem uma licença definitiva ou provisória para operar o mercado brasileiro, a H2 estima que os 14 operadores com licença definitiva representaram 17% do mercado total em 2024.
As 55 autorizadas temporariamente representam 70% da receita total do mercado – mostrando a importância de esses operadores obterem licenças definitivas.
GGR
A ilegalidade pode continuar representando uma ameaça ao mercado brasileiro. Segundo as estimativas revisadas da H2, esses sites não autorizados podem representar até 17% do GGR em 2025, caindo para cerca de 12% da receita do mercado em 2026 (ou seja, 88% de canalização onshore), assumindo que todos os principais operadores que receberam licenças provisórias conseguirão obter autorizações definitivas.
As empresas sem licença para operação geraram, de acordo com o relatório, um GGR no mercado online de R$ 3,5 bilhões em 2024, com previsão de que essas ilegais atinjam R$ 4,7 bilhões em 2025. "No entanto, com a aplicação efetiva dos regulamentos – especificamente em torno do processamento de pagamentos – isso provavelmente cairá, com os operadores onshore respondendo por mais de 93% do mercado até 2027", aponta a H2.
Já o mercado legal de apostas e jogos online tem a previsão de gerar R$ 23 bilhões em 2025, aumentando para R$ 36 bilhões em 2027.
Mercado
Em entrevista à Exame nesta semana, o diretor-presidente do Instituto Brasileiro do Jogo Responsável (IBJR), Andre Gelfi, previu estimou uma redução no número de bets operando legalmente no país, com o total caindo para cerca de 30 nos próximos anos.
Ele também avaliou que as plataformas de apostas ilegais deverão ser em grande parte eliminadas dentro de seis meses. "Minha expectativa é que 70% desse problema seja resolvido em seis meses. Depois, vai ficar aquele resto mais difícil. O mais escancarado, as empresas grandes não autorizadas, essas vão sair mais rápido", disse.